
Embalado pela vitória sobre a Portuguesa (2 a 0, no Canindé), o Paulista tem a missão de provar nesta quarta-feira, diante do Comercial, no Jayme Cintra, a partir das 19h30, que a boa estreia não foi obra do acaso.
Em relação ao time que iniciou o jogo no Canindé, o técnico Sérgio Baresi promove apenas uma mudança, escalando Samuel Xavier na lateral-direita. Eduardo Praes fica no banco de reservas.
A modificação faz sentido. Se, no primeiro jogo, Baresi justificou a entrada de Eduardo como uma forma de reforçar a marcação, com Samuel o time ganha força ofensiva. E, jogando em casa, é justamente isso o que se espera que o Paulista faça: atacar.
Do lado do Comercial, o técnico Márcio Fernandes teve de mexer em duas peças. O zagueiro Marcel foi expulso diante do Linense, na estreia com derrota por 4 a 3, e será substituído pelo experiente Fabão, que ajudou o São Paulo a conquistar o Mundial em 2005. No meio de campo é Luis Augusto quem fica de fora. Ele sofreu uma contratura muscular e dará lugar ao volante Jonílson, outro jogador bastante rodado – passou por Botafogo-RJ, Vasco, Cruzeiro…
Paulista e Comercial se enfrentaram pela última vez há apenas dois meses, quando decidiram o título da Copa Paulista. Com vitória por 2 a 0, em Jundiaí, e derrota por 2 a 1, em Ribeirão Preto, o Galo se deu melhor e levantou a taça, garantindo, também, vaga na Copa do Brasil deste ano.
Além de ser o primeiro duelo após aquela decisão, o jogo desta quarta-feira marca o reencontro dos dois times na elite do futebol de São Paulo.
A última vez em que Paulista e Comercial estiveram, juntos, na Primeira Divisão, foi em 1986, quando ambos terminaram rebaixados.
O Campeonato Paulista de 86 contou com a participação de 20 times, que se enfrentaram em turno e returno. O Paulista terminou em último lugar, com apenas 31 pontos conquistados em 38 jogos – foram nove vitórias (que àquela época valiam dois pontos cada), 13 empates e 16 derrotas.
O Comercial fez campanha praticamente idêntica e somou 33 pontos (10 vitórias, 13 empates e 15 derrotas). Naquele ano, Paulista e Comercial se enfrentaram duas vezes. No primeiro turno, o jogo foi disputado em Jundiaí e terminou com empate por 2 a 2. Em Ribeirão Preto, o Comercial levou a melhor: 1 a 0.
Após amargar 15 anos nas Séries A-2 e A-3, o Paulista conseguiu retornar em 2001, contando com o respaldo econômico da Parmalat. O Galo, no entanto, só voltou a disputar o Paulistão em 2003, já que no ano anterior foi um dos participantes do inchado torneio Rio-São Paulo. O Comercial, por sua vez, penou 10 anos mais nas divisões inferiores do futebol paulista.
Em 2010, o time de Ribeirão Preto conseguiu saltar da Série A-3 para a A-2 graças à uma decisão vinda dos tribunais. Após tentar uma parceria com o Votoraty, que foi barrada pela Federação Paulista de Futebol, a equipe esperava que o Palmeiras B desistisse de participar do torneio para ficar com a vaga.
O Verdão, porém, não abriu mão da disputa. E, nos últimos minutos do conselho técnico da categoria, o Votoraty desistiu de entrar em campo, dando a vaga ao Comercial. O acesso à Série A-1, por sua vez, foi ganho em campo, no ano passado.
A seu favor, o time jundiaiense tem o fato de estar invicto em seus domínios há 14 jogos – a última derrota em casa aconteceu no dia 9 de abril, diante da Portuguesa (1×0), no Paulistão do ano passado.